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06/10/2013

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL


Qual é o objetivo da escola dominical?
Qual deve ser o perfil daqueles que ensinam? Qual é o percentual de homens que hoje leciona classes de zero a quinze anos? Quantos dos que estão ensinando são de fato comprometidos com Deus e com os irmãos?
Honestamente, para os professores, as técnicas utilizadas são um meio ou um fim em si mesmas? Será que o método serve apenas para facilitar o aprendizado ou se tornou “sagrado” e mais importante do que as necessidades do aluno? Será que o sistema tem servido apenas para passar o tempo?
O que melhor forma o caráter de um aluno? Aquilo que o professor fala em sala? As histórias que conta? Ou serão suas ações, reações e atitudes dentro e fora da sala?De fato, que valor a liderança da igreja tem dado à escola dominical? Por favor, não me venha com a conversa de “apoio moral”. Isso é muito conveniente.
Os alunos são formados ou deformados nessa escola dominical?
Precisamos re-definir nossos objetivos, mas não a partir do início da escola dominical em Glaucester, Inglaterra no ano de 1780! Vamos partir do ponto de vista bíblico e considerar a vida do professor, seu caráter, sua vida pública, familiar e pessoal. Vamos levar em conta a mensagem que ele está transmitindo, o conteúdo de ensino, a verdade revelada. Avaliemos também a maneira como a mensagem tem sido apresentada. É abstrata, divorciada da realidade, sem aplicação prática, sem desafios? Não exige nenhum compromisso?
Afinal, a metodologia tem facilitado a assimilação e a aplicação das verdades bíblicas? O ensino é atraente, envolvente, interessante, adequado à realidade do aluno?
Diante desses questionamentos, podemos estabelecer alguns objetivos que consideramos fundamentais para a escola dominical.
Quanto aos relacionamentos
É preciso que o aluno se torne capaz de desenvolver um relacionamento significativo com Deus, incentivado por um compromisso agradável, livre de medos, perseguições ou punições. A imagem que o aluno deve ter é de um Deus justo, também misericordioso, interessado em nosso crescimento e bem-estar.
Devemos também desenvolver relacionamentos de mútua dependência com os irmãos, ter uma atitude com o sucesso do outro.
Além de tudo, devemos encorajar o aluno a desenvolver um bom relacionamento consigo mesmo. Crendo em um Deus que o capacitou para viver bem, ele terá em relação à sua própria pessoa uma atitude positiva e equilibrada.
Quanto aos pais
Muitos pais acham que somente a igreja deve cuidar da educação cristã de seus filhos. Na verdade são eles, os pais, que devem ser capazes de assumir a responsabilidade pela educação das crianças. Para que isso aconteça é necessário que os orientemos tecnicamente, utilizando programas, atividades e um bom material. Precisamos nos envolver com os pais. Através de passeios, piqueniques, acampamentos, visitas aos lares, brincadeiras e outros recursos poderemos ajudá-los a viver a aplicação prática de Deuteronômio 6: “... Tu as inculcarás a teus filhos, assentado, andando, ao deitar-se e ao levantar-se”.
Quem está apto para esta tarefa?
Para devolver aos pais a responsabilidade sobre a educação de seus filhos devemos preparar pessoas comprometidas com Deus e o Corpo de Cristo. Sabemos na verdade que esta não é uma tarefa muito fácil. Primeiro, são poucas as pessoas que vêem a educação sob esse prisma. Sem medo de errar, digo até que muitos líderes têm uma visão simplória e abstrata no que diz respeito à educação cristã.
Em segundo lugar, há uma grande corrida nas igrejas rumo àqueles cargos que “dão Ibope”. Não existe na Bíblia nenhuma citação de Jesus dizendo: “Vocês terão uma facilidade enorme de encontrar honestamente pessoas dispostas a executar a tarefa”. Portanto, vamos fazer uso dos princípios bíblicos que podem nos auxiliar no recrutamento.
Eis aqui alguns desses princípios: escreva exatamente a tarefa que cabe a cada pessoa e o perfil dessa pessoa; orar buscando em Deus a orientação para encontrar os professores certos; apresentar o desafio àqueles com quem já estamos trabalhando; promover cursos de treinamento e desenvolver um trabalho individual com cada irmão envolvido nessa tarefa.

A escola dominical não deve ser a principal educadora. Deve ser apenas uma parte, ainda que importante, no processo de educar tanto as crianças como adultos. Ela não “informa” educação, mas oferece ambiente propício para o fluir do processo educacional. Também não é uma “transmissora de verdades bíblicas”, onde existe uma preocupação exagerada de esgotar o assunto num só domingo. Isso torna a ligação insípida, pouco ou quase nada transformadora. A escola dominical é a promotora do ambiente onde a verdade trabalha, gerando transformação ao penetrar nos corações. Essas coisas só poderão acontecer com a presença de modelos com os quais os alunos possam se identificar.
Howard Hendricks, em seu livro Ensinando Para Transformar Vidas, diz: “Nossa tarefa como comunicadores não é tentar deixar os outros deslumbrados conosco, mas causar um impacto. Também náo é apenas convencê-los, mas transformá-los”. Não podemos brincar de “escolinha, de professores e de alunos”.
Estou trabalhando com a escola dominical a mais de quinze anos, lecionando, treinando professores, dando consultoria, etc. E, como muitos de vocês, tenho por vezes me entristecido e até me irritado com o descaso e a falta de compromisso de tantos que “participam” do Corpo de Cristo. Mas posso dizer que, na maior parte do tempo, as alegrias são maiores. Meu referencial não tem sido aquilo que é negativo, mas o esforço de cristãos cuja vida tem realmente influenciado outras pessoas.
O horizonte de possibilidades que o Senhor tem colocado à nossa frente me faz acreditar em mudanças que, através de vidas transformadas, manifestem a glória de Deus.
Você está comprometido com a educação que transforma? Pode responder para onde vai a sua escola dominical?

Extraído do Jornal NOVAS IDÉIAS – Ed. Betânia nº 2