NOSSO ENDEREÇO

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29/12/2014

LIBERDADE


‘‘Liberdade sem obediência transforma-se em confusão;
obediência sem liberdade leva à escravidão’’
(William Penn)

‘‘Deus concebe liberdade somente àqueles
que a amam e estão dispostos
a guardá-la e defendê-la’’
(Daniel Webster)

‘‘Há dois tipos de liberdade:
uma falsa - na qual o homem élivre para fazer o que gosta;
e a verdadeira - na qual o homem
é livre para fazer o que é direito’’
(Charles Kingsley)

‘‘Senhor, faze-nos compreender
que nossa liberdade
não consiste no direito de fazermos
o que nos agrada, mas em usufruirmos a oportunidade
de fazermos o que é direito’’
(Peter Marshall)

‘‘A diferença entre a liberdade e as liberdades é tão grande
como entre Deus e os ídolos’’
(Ludwig Borne)

‘‘Descobrimos a liberdade quando encontramos Deus, e a
perdemos quando dele nos desgarramos’’
(Paul Sherer)

‘‘O princípio da liberdade é inseparável do
princípio da responsabilidade’’
(Leoni Kaseff)

‘‘O Deus que nos deu a vida nos deu
a liberdade ao mesmo tempo’’
(Thomas Jefferson)

‘‘Aqueles que abdicam da liberdade essencial em troca de
uma possível segurança temporária não merecem
nem a liberdade nem a segurança’’
(Franklin)

‘‘O cristianismo é o companheiro da liberdade
em todas assuas lutas; o berço de sua infância
e a fonte divina de suas reivindicações’’
(Aléxis Tocqueville)


27/12/2014

DIA DA BÍBLIA

    A Igreja comemorou, no segundo domingo de dezembro, o Dia da Bíblia, na Praça George Washington, no setor Jardim Novo Mundo. No horário das 18 horas, houve culto evangelístico com a participação de vários irmãos.

Culto na praça prestado por vários membros da igreja e visitantes

" Bíblia livro dos livros,sem a qual viveríamos num grande mar sem rumo. "
(Margarida Maria Santiago de Sousa)



NOTÍCIAS DA BIBLIA



Os originais

Os originais da Bíblia são a base para a elaboração de uma tradução confiável das Escrituras. Porém, não existe nenhuma versão original de manuscrito da Bíblia, mas sim cópias de cópias. Todos os autógrafos, isto é, os livros originais, como foram escritos por seus autores, se perderam. As traduções confiáveis das Escrituras Sagradas baseiam-se nas melhores e mais antigas cópias que existem e que foram encontradas graças às descobertas arqueológicas. - Grego, hebraico e aramaico. Esses foram os idiomas utilizados para escrever os originais das Escrituras Sagradas.

- Para a tradução do Antigo Testamento, a SBB utiliza a Bíblia Stuttgartensia, publicada pela Sociedade Bíblica Alemã. Já para o Novo Testamento, é utilizado The Greek New Testament, editado pelas Sociedades Bíblicas Unidas. Essas são as melhores edições dos textos hebraicos e gregos que existem hoje, disponíveis para tradutores.

Versões e traduções

O livro mais lido, traduzido e distribuído do mundo – desde as suas origens, foi considerada sagrada e de grande importância. E, como tal, deveria ser conhecida e compreendida por toda a humanidade. A necessidade de difundir seus ensinamentos, através dos tempos e entre os mais variados povos, resultou em inúmeras traduções para os mais variados idiomas. Hoje é possível encontrar a Bíblia, completa ou em porções, em mais de 2527 línguas diferentes (levantamento de dez/2010).A Bíblia já foi traduzida para 366 línguas e o Novo Testamento, para outras 928. Incluído pequenas porções e livros inteiros da Bíblia, como o Evangelho, as Sagradas Escrituras já estão em 2527 línguas. Cerca de 80% do habitantes do planeta têm a Bíblia em suas próprias línguas. Na primeira venda permitida de bíblias na Mongólia, depois do fim do comunismo no país, os 10 mil exemplares disponíveis na língua local foram vendidos em apenas algumas horas.

Descobertas arqueológicas

Várias foram as descobertas arqueológicas que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850 d.C. Existem partes menores bem mais antigas como o Papiro Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos do Mar Morto, na região de Jericó. Durante nove anos, vários documentos foram encontrados nas cavernas de Qumran, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos ali pela tribo judaica dos essênios no século I, nos 800 pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários teológicos e descrições da vida religiosa deste povo, revelando aspectos até então considerados exclusivos do Cristianismo. Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local, como fragmentos de um texto do profeta Samuel, textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum (paráfrase) de Jó.
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Fonte: www.sbb.org.br

PARTICIPE!


RALLY DA SOLIDARIEDADE 2015

   


  Já estamos em fase de organização e movimentação para o Rally 2015, no entanto gostaria de apresentar um breve histórico de como iniciou-se o Rally da Solidariedade e expor também o meu pedido de doação.

 Histórico do Rally da Solidariedade

    No final de 2009 o Empresário Fredson Lopes França, juntamente com conterrâneos, amigos, familiares e colegas de trabalho, tomaram a iniciativa de criar ações que fizessem com que os demais empresários se interessassem e aderissem ao projeto de agir voluntariamente. O evento teve início em 2010 e tem como meta atingir o maior número de famílias carentes, doados até o momento 28 toneladas de alimentos. O evento é realizado no feriado do Carnaval e começa ser planejado 6 meses antes.
    Iremos realizar no próximo feriado de carnaval no período de 14 a 17 de Fevereiro de 2015 o 6º Rally da Solidariedade, e para isso contamos com a ajuda e doações de empresas, instituições e da sua ajuda para que esse evento possa ocorrer.
   As doações podem ser de Bíblias, roupas e calçados (novos e usados), cestas de alimentos, brinquedos (novos e usados), material escolar e produtos de higiene pessoal (como escova dental adulto e infantil, creme dental e fio dental), estaremos recebendo as doações até o dia 10 de Fevereiro de 2015.

**Levamos a essas pessoas o alimento material, e levamos também o mais importante, o alimento espiritual, a Palavra de DEUS.

 FICA TAMBÉM O CONVITE
 CASO ALGUÉM QUEIRA PARTICIPAR
 DESSA AVENTURA SOLIDÁRIA, 
ONDE, AO FINAL,
 TODOS CHEGAM À FRENTE.

     Estou a disposição para qualquer dúvida e esclarecimentos quanto a essa solicitação, abaixo tem o e-mail do responsável e o site caso queira tirar alguma dúvida ou conhecer melhor esse trabalho.

Fonte:**e-mail : francafred@gmail.com e  **site : www.rallydasolidariedade.com.br

30/11/2014

GRUPOS PEQUENOS ESPECIAIS II

(UM EXEMPLO DA IGREJA PRIMITIVA)

(... continuação)

Mas, também, os membros consideravam que os grupos pequenos (reuniões em casa) tinham valor e eram parte do seu programa diariamente, onde eles participavam e serviam a Deus. Os membros, por causa do tamanho do grupo (era pequeno), tinham boas oportunidades de dar e receber encorajamento e fortalecimento para viver a vida cristã. Eles tinham suas reuniões numa igreja onde eles ouviam a Palavra de Deus; mas, parece que o lugar onde começavam a praticar o que eles tinham   rendido, era nos grupos pequenos. Agora, Deus está nos dizendo algo que não pode ser esquecido. Grupos pequenos devem ter uma chance na igreja local. Na história da Igreja, Deus usava grupos pequenos dentro de cada reforma e etapa espiritual importante; e Ele ainda usa este método hoje. O líder pode começar, formando grupos pequenos de pessoas que têm interesse (ou dons) em comum.

"Deus deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade." (I Tm 2.4)

"Lembrar-se-ão do Senhor e a Ele se converterão os confins da terra." (Sl 22.27)

De "Crescimento Equilibrado na Igreja Local" Autor: Dr. Lourenço Eduardo Keyes. Editora Sepal


22/11/2014

CARTA A MARTIN LUTHER KING JR.


       Caro pastor e mestre,

    Embora passados 46 anos ainda lamentamos muito sua partida tão precoce, vítima exatamente daquilo que se tornou uma das maiores legendas de sua vida: a não-violência. E motivado por intolerância e ódio que eram as antíteses justapostas de sua vida e missão.
Bem que você poderia estar aqui desfrutando de seus 85 anos de vida, caminhando conosco em muitos outros enfrentamentos pacíficos por direitos sociais, culturais, difusos, enfim, por mais justiça para todos.

       Aqueles que atentaram contra sua vida acharam que lhe matando, aniquilariam as lutas por direitos civis, justiça e paz. Ledo engano! Sua morte, que lamentamos sempre, levou a muitas conquistas e a outras plausíveis bandeiras também. Ainda assim, é verdade que muita gente lhe prefere a ativo em tantas militâncias por justiça, dignidade humana e pacifismo.

     Seus sonhos por equidade, como ditos no grande discurso do Memorial Lincoln na Marcha de Washington em 1963 despertou consciências e levou a mobilizações por justiça em todo mundo, tanto de negros quanto de brancos, inclusive no Brasil.

       Passado mais de um século da abolição jurídica da escravatura aqui no contexto brasileiro, existe ainda muita intolerância, discriminação, preconceito e mesmo escravidão, tanto econômica, religiosa, geográfica, educacional, profissional, salarial. E não só contra negros como também contra índios, bolivianos e outros pobres latino-americanos, contra chineses e outros asiáticos e também africanos. Sem falar na violência letal que dizima preferencialmente negros no Brasil – cerca de 70% do total – como apontaram, mais uma vez, dados recentemente divulgados. O que a polícia matou aqui só em 2013 equivale à mesma quantidade de mortos praticados pela polícia de seu país, só que num período de 30 anos. Um genocídio silencioso e continuado. Planejado?

        O sistema de cotas criado em seu país e que deu certo foi muito tardiamente aplicado aqui, mas já mostra bons resultados, embora haja muita oposição e crítica feroz, muitas delas com discursos sofistas que dissimulam preconceito perverso. Certamente não é o melhor sistema, mas é o que é possível, e tem produzido resultados no diapasão da justiça. Esta é uma questão de direito, não de bondade, obviamente!

       Permita-me alongar só um pouco mais esta missiva. Passados anos e décadas destas lutas e discussões étnicas por justiça e reconciliação existem ainda muitas denominações religiosas no Brasil, como ilustram bem grupos batistas, que somente mantém parcerias e, por isso mesmo, recebem aqui apenas pastores e missionários brancos, geralmente estadunidenses. Como se não houvesse tantos evangélicos negros nos Estados Unidos!

       Em seu país as coisas também não andam muito bem. Seu sonho de que brancos e negros pudessem viver efetivamente juntos ocorreu em grande parte, sobretudo por conta da legislação que acabou com a segregação em escolas, bebedouros, banheiros, restaurantes etc. Porém, no ambiente particular das igrejas, onde o Estado não pode legislar, a separação se manteve e prevalece em grande parte. O que você disse há mais de 50 anos de que o dia e a hora mais segregados dos Estados Unidos é o domingo às 9 horas da manhã, quando as igrejas se reúnem para seus cultos, permanece – escandalosamente – até hoje. E tem recrudescido muitos problemas de violência contra negros, sobretudo em sua região, no Sul do país.~

        Aqui entre nós há alguns movimentos de luta e resistência, inclusive no contexto das igrejas, mas há ainda uma longa caminhada a ser percorrida para efetivação da justiça. Não quero mesmo incomodar seu sossego eterno, mas sabe que as cúpulas denominacionais aqui são majoritariamente brancas? Atualmente os presidentes dos batistas, dos metodistas, dos presbiterianos, dos congregacionais, dos luteranos, dos assembleianos, enfim, são todos da mesma pigmentação da pele dos antigos senhores da Casa-grande. E olha que temos uma igreja bastante negra e mestiça no Brasil. O nosso pentecostalismo, sobretudo, é grandemente negro e pardo, como dizemos aqui, mas nem entre estas cúpulas os negros têm muita chance. É verdade – justiça seja feita – que tem muitos brancos de consciência e alma negras, graças a Deus, que militam por justiça nestas questões. Como têm, também, infelizmente, negros de consciência e alma brancos, reféns da mentalidade colonial que assimilaram do senhorio desumanizador da escravidão. Estes últimos não se dão conta de que o preconceito e discriminação que sofreram e sofrem ainda eles reproduzem contra seus irmãos. São vítimas de um sistema iníquo que deformou suas consciências contra eles próprios.

        Faço aqui estes deslocamentos entre “dominado” e “dominador” a partir destas questões de cor e consciência, numa perspectiva metodológica visando a conversão de todos ao caminho da reconciliação pelo viés da justiça e da paz, não para discriminar um grupo em detrimento de outro. Como bem disse D. Hélder Câmara no texto daMissa dos Quilombos “não queremos que escravos de hoje se tornem senhores de escravos amanhã”. Basta de divisão!

       Caro Luther King, sua luta e de muitos de sua geração continua hoje como batalha pacífica nossa, alargada por outros desafios que temos atualmente. Como você, sonhamos e também lutamos, inspirados e motivados por Jesus e sua missão, na busca e construção de um mundo sem discriminação, sem segregação, sem injustiça, mas de equidade. Onde não haja qualquer tipo de classificação hierárquica, mas convivência fraterna e celebração da beleza e riqueza da diversidade. A fim de que não haja mais discriminação de judeu, grego ou palestino, de homem, mulher ou outro gênero, de homossexual, transexual ou hetero, de negro, amarelo ou branco, de senhor, servo ou semiescravo, mas que todos e todas sejam respeitados e tenham acesso aos mesmos direitos, sobretudo de plena humanidade, como fez Jesus. Afinal, é este o padrão exemplar do Reino, cujo Deus não faz acepção de pessoas, antes ama a justiça e executa o direito (cf. Dt 10.17; Sl 99.4).

          Abraço fraterno,

         Clemir Fernandes

         Clemir FernandesClemir Fernandes é formado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul, em Ciências Sociais (UFF), mestre em Sociologia (UERJ) e doutorando em Ciências Sociais (UERJ). É pesquisador do Instituto de Estudos da Religião (ISER), integra o Grupo Gestor da Rede Evangélica Nacional de Ação Social (RENAS) e é coordenador do núcleo do Rio de Janeiro da Fraternidade Teológica Latino Americana-Brasil. É editor-adjunto da revista Novos Diálogos

REFLITA!!!


A BÍBLIA É UM LIVRO NEGRO DE HERMENÊUTICA BRANCA

“Sou negro, realizo uma fusão total com o mundo, uma compreensão simpática com a terra, uma perda do meu eu no centro do cosmos: o branco, por mais inteligente que seja, não poderá compreender Armstrong e os cânticos do Congo. Se sou negro não é por causa de uma maldição, mas porque, tendo estendido minha pele, pude captar todos os eflúvios cósmicos. Eu sou verdadeiramente uma gota de sol sob a terra...” 

Frantz Fanon, em “Pele negra, Máscara branca” (1)



            A Bíblia sempre foi, e continua sendo, um livro em disputa. Nada surpreendente, em se tratando de um livro que dita em definitivo as regras, estabelece a “normalidade”, ou a “normatividade”, de toda uma civilização. Um livro, uma narrativa, com esse poder, não pode pertencer a um povo marginal, ele deverá ser universal, e para ser universal ele deve ser lido a partir da construção hegemônica. Talvez por isso todas as suas histórias são lidas quase que unilateralmente ou para exemplificar, esclarecer, o relacionamento com Deus, ou para tratar do relacionamento com o outro, com a igreja e com o mundo (como um cristão deve agir). A hermenêutica hegemônica não permite a leitura biopolítica da bíblia. Nela não se enxerga o controle social, o governo dos corpos, o exercício do poder sobre o cotidiano, o uso da força produtiva do cidadão comum, os pobres da cidade. Da mesma forma, nela também não se permite a racialização da leitura. A “lupa racial” foi quebrada, antes mesmo que pudesse ser usada. ·.

            A estranheza diante de uma proposta de Teologia Negra ou Feminista, só evidencia nossa dificuldade em lidar com a diversidade que a bíblia contém, mas é invisibilizada. Estranho mesmo é imaginar que a bíblia tenha sobrevivido por tantos séculos como um livro realmente diferente de qualquer outro, no que diz respeito a sua relação com a historicidade. Dela ocultou-se o conflito, os embates, a crítica social, a denúncia da exploração, a sexualidade, a sensualidade, o racismo, o estigma. Mais fabuloso que um mar que se abre e um homem que é engolido por um grande peixe, é a narrativa de personagens a-históricos, sem contexto, como que incontextualizáveis, sem dramas pessoais, desprovidos de dramas humanos, envolvidos em grandes feitos atravessados pelos fenômenos maravilhosos, mas não envolvidos nos feitos do dia a dia (a traição, a sedução, a disputa de poder, o nepotismo, a tradição, a artimanha, a capacidade de mentir e enganar, a expectativa, a frustração, a solidariedade, a honra, a ética).

           Os conflitos raciais foram, na melhor das hipóteses, negligenciados da hermenêutica hegemônica. Nenhum esforço para evidenciar que o conflito narrado no capítulo 12 do livro de Números é marcado pelo racismo. Miriã e Arão se indignam com a escolha de Moisés por uma mulher preta. É preta no hebraico, e traduzida apenas como “etíope”, cuxita (Nm 12.1-9). E é muito provável que é pelo receio da hostilidade por ser preta que a amada no livro dos Cânticos pede para que seu amado não atente para isso, ou seja, para o fato dela ser preta (Ct 1.5, 6). O profeta Jeremias é salvo por intervenção de um subalterno, eunuco, preto (Jr 38.7, 8), serviçal no reino, que ousa apelar ao rei para ajudar o profeta. Mas é invisível a condição de eunuco dos etíopes, uma dupla condição de subalterno e também de supressão de sua sexualidade, a não exposição das mulheres do reino branco à sexualidade preta. O etíope, escravo, eunuco, preto no reino branco, podia gozar da “boa vivência” no palácio (como nossas domésticas que “são como se fossem da família”). Mas a pergunta permanece: pode o etíope mudar a cor de sua pele (Jr. 13.23)? O eunuco etíope é “o mordomo da Casa Branca”. A revelia de sua máscara branca, sua pele é preta. A estes, precarizados na sua condição subalterna, “assexuados” num mundo sexuado, Deus nega a invisibilidade, com eles se preocupa, e lembra em promessas (Is 56.4, 5). Nada disso foi problematizado na hermenêutica hegemônica. E nossos seminários mantém a cartilha. 


             E segue o nosso povo tateando a bíblia como um livro em que todas as histórias orientam na direção de como crentes devem ser no mundo, na igreja e com Deus, sem nenhum atravessamento histórico, sem diálogo com nossos dramas estruturais. Talvez isso tenha influenciado o questionamento que James Cone diz ter feito a si mesmo: 


           “Qual a conexão entre vida e teologia? A resposta não pode ser a mesma para brancos e negros, porque brancos e negros não participam da mesma vida. A vida de um escravo negro e a vida de um senhor de escravos eram radicalmente diferentes”. 


             É verdade. Tudo isso faz da bíblia um livro muito mais de histórias “negras”. Ela contém a trajetória de um povo sofrido, hostilizado, que é liberto da condição de escravo. Um povo que perde tudo, que é vilipendiado e transita entre o cativeiro e a adaptação num mundo que vai trocando de império dominante. 


           O Deus encarnado subverte a expectativa do poder e entra no mundo pela “porta dos fundos”. Ninguém acredita num Deus que vem pobre, de cidade periférica, de um pai carpinteiro, num contexto de vulnerabilidade e em que o contexto social é dominado pelo embate político religioso. Há fundamentalistas, legalistas, radicais subversivos, políticos profissionais, territórios ocupados política e militarmente; seus seguidores são pobres, sem crédito, sem influências, subempregados, desempregados e alguns mais estáveis; precisa “subverter” a Lei para tensionar a sua ressignificação (o que era o seu verdadeiro sentido), tornando-a acessível aos que por ela só eram sobrecarregados, controlados, escravizados e punidos; que morre e sofre, não uma morte simples, mas de pária, mais vil, injustamente surrado, torturado, requintes de crueldade; contudo ele vence, e todos estes venceram nele. Por isso, a história bíblica é negra, é mulher, é indígena, é africana, é latina. Mas, não obstante, a hermenêutica ainda é europeia. É branca. Ao menos um mês no ano, leiamos esta história diferente. 


Notas
(1) FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Salvador: Edufba, 2008. Ver em http://www.geledes.org.br/wp- content/uploads/2014/05/Frantz_Fanon_Pele_negra_mascaras_brancas.pdf
Fontes: Novos Diálogos | Ronilso Pacheco

 e http://www.cebi.org.br/noticias.php?secaoId=&noticiaId=5229

GRUPOS PEQUENOS ESPECIAIS (UM EXEMPLO DA IGREJA PRIMITIVA)

      Igreja do primeiro século crescia em número e no Espírito diariamente (At 2.47; 4.4; 5.14; 6.1; etc.); os membros tinham ousadia e coragem quando testificavam de Jesus Cristo (At 2.45; 4.34-35) e tinham um nível bem alto de mutualidade (2.44-47). A Igreja Primitiva funcionava de uma certa maneira que, se aprendida e usada, ajudaria as nossas igrejas de hoje. É interessante, contudo, que muitas das características da igreja do primeiro século são semelhantes às qualidades que nós temos hoje em nossas igrejas locais. Por exemplo, nós temos o mesmo Espírito Santo que deseja nos dar poder para viver a vida cristã; nós temos o mesmo evangelho a proclamar; e temos muitas oportunidades similares para crescer espiritualmente e testificar do nosso Senhor Jesus. Mas, por que a Igreja Primitiva crescia espiritualmente e em número com tanta rapidez? Porque ela tinha "alegria e singeleza de coração"?(At 2.46)Uma das razões que explicam este crescimento, está mencionada em At 2.46. O Dr. Lucas diz: "E perseverando unânimes TODOS OS DIAS no templo e partindo o pão de casa em casa, comiam juntos com alegria e singeleza decoração". Também em At 5.42, Lucas diz: "E TODOS OS DIAS, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar, e de pregar a Jesus, o Cristo. Reuniões no templo eram importantes. Mas...

(.... continua no próximo domingo)         
De "Crescimento Equilibrado na Igreja Local"

Autor: Dr. Lourenço Eduardo Keyes. Editora Sepal

14/11/2014

POR QUE A LEI?

(...) Você entende plenamente a função da Lei de Deus para a humanidade? O que a Palavra de Deus diz a respeito do uso da Lei na pregação do Evangelho?

1. A Lei nos mostra nossa culpa perante Deus e nos faz parar de justificar-nos a nós mesmos. (Leia Romanos 3.19)

2. A Lei nos traz a consciência do pecado. (Leia Romanos 3.20)

3. A Lei define o pecado. O apóstolo Paulo nem sequer sabia o que era pecado antes que a Lei o informasse. (Leia Romanos 7.7)

4. A Lei foi concebida com o simples propósito de levar homens e mulheres a Cristo. (Leia Gálatas 3.24)

(...)
‘‘Homem algum pode redimir seu irmão ou pagar a Deus o preço de sua vida, pois o resgate de uma vida não tem preço. Não há pagamento que o livre.’’
(Salmo 49.7-8)

A Lei não socorre ninguém; ela apenas nos deixa num estado de impotência perante Deus.


Do livro: O MAIOR SEGREDO DO INFERNO (p. 28-30)
´.................................................................



09/11/2014

PENSE!


QUE DAREI EU AO SENHOR?


SE EU NÃO DER NADA

Estarei propondo o fechamento da igreja;
Estarei dando um mal exemplo para os meus filhos;
Estarei demonstrando que, para mim, só as coisas materiais
têm valor;
Estarei impedindo o meu próprio crescimento espiritual.

SE EU DER MENOS DO QUE O DÍZIMO

Não estarei demonstrando minha gratidão a Deus;
Não estarei alcançando nem ao menos o mínimo que era
exigido pela lei do Antigo Testamento;
Não estarei demonstrando minha fé na providência de Deus.

SE EU DER CONSTRANGIDO OU POR VAIDADE

Não estarei dando com alegria;
Minha oferta não será uma benção para o crescimento
espiritual de minha vida e da minha família.

SE EU DER OS MEUS DÍZIMOS REGULARMENTE

Estarei demonstrando minha fé na providência de Deus;
Estarei participando do sustento da obra da igreja;
Estarei permitindo que minha igreja participe da obra
cooperativa para a evangelização do mundo.

SE EU DER, ALÉM DOS MEUS DÍZIMOS, TAMBÉM
OFERTAS ALÇADAS

Estarei indo além das exigências da lei e vivendo na
consciência da graça de Deus;
Estarei buscando o reino de Deus e sua justiça em primeiro
lugar em minha vida;
Estarei contribuindo para a extensão do reino de Deus na
minha cidade, no meu país e no mundo.


(Do boletim da Igreja Batista da Liberdade, São Paulo)

02/11/2014

A RESSURREIÇÃO É A REGRA PERMANENTE PARA O CULTO

Watchamn Nee

 Leia Números 17.1-11


       Deus devolveu todas as varas a seus respectivos donos, exceto a de Arão, pois brotara. Ela tinha de permanecer na arca como lembrete eterno. Isso sugere que a ressurreição é a regra permanente para o culto. Se o cultuar não passar da morte para a ressurreição, não será aceito por Deus. O que ressuscita é de Deus, não de nós mesmos. Quem se julga louvável não sabe o que a ressurreição representa. Os que conhecem a ressurreição já se desiludiram consigo mesmos. Enquanto houver poder natural, o poder da ressurreição fica obscurecido. Não é na criação que o poder de Deus se manifesta de maneira mais poderosa, e sim na ressurreição. Tudo que o homem é capaz de fazer não se compara à ressurreição. Devemos chegar ao ponto de nos considerar como nada, como cães mortos. Devemos humilhar-nos a ponto de poder dizer a Deus: “Haja o que houver, foi dado por ti. Tudo que foi feito, veio de ti. De agora em diante, não vou me enganar mais a respeito disso, pois estou totalmente persuadido de que de mim só vem o que está morto, e de ti, tudo o que é vivo.” Temos, portanto, de tomar consciência dessa diferença. O Senhor jamais entende mal, mas nós, geralmente interpretamos errado. Era absolutamente impossível para Sara pensar que Isaque nascera por esforço dela. Deus deve nos levar ao ponto em que jamais interpretemos equivocadamente a ação dele. A autoridade vem de Deus, não de nós mesmos. Somos apenas mordomos de sua autoridade. Essa percepção capacita-nos a receber autoridade delegada. Sempre que tentamos exercer a autoridade como se fosse nossa, somos imediatamente despojados dela. A vara seca só pode produzir morte. Onde houver ressurreição, há autoridade, porque a autoridade repousa na ressurreição, não é coisa natural. Levando-se em conta que . aquilo que temos é natural, não temos autoridade, a não ser no  Senhor.
       O que Paulo diz em 2 Coríntios 4.7 harmoniza com a interpretação acima. Ele compara-se a um vaso terreno, e o tesouro, ao poder da ressurreição. Ele percebe muito bem que é meramente um vaso de barro, mas que o tesouro que há nele possui poder transcendente. Quanto a ele mesmo, é afligido de todas as maneiras, mas, por meio do tesouro, não é esmagado. De um lado, há morte, mas, ao mesmo tempo, manifestação de vida. O apóstolo sempre se entregou à morte, mas, ao mesmo tempo, manifestava a vida. Onde a morte opera, manifesta-se a vida. Descobrimos o cerne do ministério de Paulo em 2 Coríntios 4 e 5. E a regra de seu ministério é a morte e a ressurreição. O que há em nós é morte, o que há no Senhor é ressurreição. Não nos enganemos! A autoridade vem de Deus. Cada um de nós deve entender claramente que toda autoridade pertence ao Senhor. Nós meramente mantemos a autoridade do Senhor sobre a terra, mas nós mesmos não somos autoridade. Quando dependemos do Senhor, temos autoridade. Mas, logo que um pouco do natural se intromete, ficamos como os outros – sem autoridade. Tudo o que é da ressurreição tem autoridade. A autoridade vem da ressurreição, e não de nós mesmos. Isso é mais que simplesmente depositar a vara diante de Deus, pois essa é a vara da ressurreição, que permanece na presença de Deus. Ser autoridade delegada por Deus não é simplesmente manifestar um pouco de ressurreição, mas é ter a vara brotando, florindo e produzindo frutos, transformando-se, assim, em vida ressurreta e amadurecida.



O Pr. Watchamn Nee foi preso em Xangai (China) em 1952, e sua perseverança na fé durante os vinte anos de prisão incentivou a igreja de seu tempo e continua a inspirar cristãos hoje.

19/10/2014

O QUE É RESSURREIÇÃO?

    A ressurreição refere-se ao que não é natural, que não vem do ego nem da capacidade pessoal. É aquilo que não posso fazer, pois está além de minha capacidade. Posso pintar e esculpir flores sobre a vara, mas não posso fazê-la brotar. Ninguém jamais ouviu falar de uma vara velha que tivesse brotado nem de uma mulher idosa que tivesse concebido. Sara deu à luz Isaque: fora obra de Deus. Portanto, Sara representa a ressurreição. A ressurreição é aquilo que eu não posso, mas Deus pode, o que eu não sou, mas o que Deus é. Não importa o que sou, pois meu ser está fundamentado em Deus. Minha espiritualidade não depende de grande inteligência nem de muita eloquência, mas da operação do próprio Deus em mim. Teria sido absurdo e tolo Arão insistir em que sua vara havia brotado porque era diferente das outras, mais polida e mais reta. Se, por um momento, pensamos que somos melhores que os outros, fazemos a coisa mais tola deste mundo. Qualquer diferença que haja vem do Senhor.Isaque significa riso. Sara riu, porque sabia que era velha demais para conceber. Ela  considerava impossível dar à luz. Por isso, Deus chamou ‘‘Isaque’’ o filho dela. Quando servimos ao Senhor, também precisamos rir e dizer: “Não posso, tenho certeza de que não sou capaz, mas isso é obra do Senhor”. Se há alguma manifestação de autoridade, devemos confessalguma manifestação de autoridade, devemos confessar que a obra é do Senhor, não nossa.


Pr. Watchamn Nee foi preso em Xangai (China) em 1952, e sua perseverança na fé durante os vinte anos de prisão incentivou a igreja de seu tempo e continua a inspirar cristãos hoje.

A BASE PARA A DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE: RESSURREIÇÃO III

Os tolos são orgulhosos
Watchamn Nee
Leia Números 17.1-11 (continuação)
    Quando o Senhor Jesus entrou em Jerusalém montado no jumentinho, as multidões gritaram: “Hosana ao Filho de Davi!” “Bendito é o que vem em nome do Senhor!” “Hosana nas alturas!”(Mateus 21:9). Imaginemos, por um instante, que o jumento, ouvindo as exclamações de Hosana e vendo as palmas pelo caminho, se voltasse para o Senhor e perguntasse: “Essesbrados de louvor são para mim ou para você? , ou se voltasse para a jumenta e dissesse: “Afinal, sou mais nobre que você.” Seria evidente que, em ambos os casos, o jumentinho não estaria reconhecendo aquele que estava montado nele. Muitos servos de Deus, no entanto, pensam assim. Não havia nenhuma diferença entre o jumentinho e a jumenta. Obviamente, era o Senhor sobre o jumento que tinha de ser louvado. As exclamações de Hosana não são para você nem as palmas estendidas pelo chão. Só um tolo diria: “Eu sou melhor que você”. Quando Arão, pela primeira vez, viu a vara que brotara, sua reação imediata deveria ser de espanto. Seria natural ele exclamar: “Por que minha vara brotou? Não é igual às outras? Por que Deus me concedeu tal glória e poder? Por que Deus me concedeu tal glória e poder? Eu mesmo jamais poderia fazer isso. O que é nascido da carne é carne. Eu sou igual ao povo de Deus”.
    Outros talvez ficassem confusos, mas Arão entendeu. Ele  reconheceu que sua autoridade espiritual fora concedida por Deus. Nenhum de nós tem direito de ficar orgulhoso. Se hoje recebemos misericórdia, é porque Deus assim o quis. Quem é competente para esse ministério? Nossa competência vem de Deus. Seria muito estranho alguém viver na presença autoconfiança e tolice da parte do jumento para que imaginasse que o louvor daquele dia lhe era dirigido. Um dia, ele despertaria e ficaria envergonhado de si mesmo. É verdade que seremos glorificados, mas nossa glória está no futuro, não agora. Os mais jovens deveriam aprender a lição da humildade. Todos nós precisamos saber que nosso progresso não depende nem um pouco de nós mesmos. Não nos devemos considerar diferentes dos outros só porque aprendemos algumas lições espirituais. Tudo é graça de Deus, tudo é concedido por Deus, nada vem de nós mesmos. Arão sabia muito bem que fora Deus que fizera sua vara brotar, porque tudo aconteceu por meio do poder sobrenatural. Deus usou essa forma para falar a Arão e também ao povo de Israel. Arão, daquele momento em diante, ficou sabendo que todo ministério se baseia no brotar, não nele mesmo. Hoje, quando servimos a Deus, também devemos reconhecer que o ministério vem da ressurreição, e a ressurreição, de Deus.

(...continua)

04/10/2014

A BASE PARA A DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE: RESSURREIÇÃO II

Watchamn Nee

Devemos igualmente perceber que a autoridade não se baseia em nós. Na realidade não nos diz respeito. Daí em diante, sempre que Arão usasse sua autoridade para ministrar, ele confessaria: “Minha vara é tão morta quanto as outras. A única razão porque posso servir, e eles não, é por que tenho  autoridade espiritual, e eles não. Isso não diz respeito às varas (pois todas são igualmente secas): deve-se à misericórdia e à escolha de Deus”. Arão não servia conforme o poder da vara, mas conforme o poder que a vara tinha de brotar. A pedra de toque do ministério é a ressurreição A vara indica a posição do homem, mas o brotar indica vida ressurreta. Quanto à posição, aqueles doze homens todos eram líderes nas dozes tribos de Israel. Arão representa apenas a tribo de Levi, umas das doze tribos. Ele não poderia servir à Deus fundamentado em sua posição, pois as outras tribos não concordariam com isso.
 Como Deus resolveu o problema? Ordenou que depositassem doze varas – uma para cada um – na Tenda do Encontro diante do testemunho. As varas deveriam ficar ali, a noite toda, e a que ele escolhesse brotaria. Isso é vida que brota da morte. Só aqueles que passam pela morte e pela ressurreição são reconhecidos por Deus como seus servos. A pedra de toque do ministério é a ressurreição. Ninguém pode visar a tal posição: deve ser escolha de Deus. Depois que Deus fez a vara de Arão brotar, florescer e dar fruto, os outros líderes viram isso e nada mais tinham a dizer. A autoridade, portanto, não vem pelo esforço. É estabelecida por Deus. Não depende de posição de liderança, mas da experiência da morte e ressurreição. Os homens são escolhidos para exercer autoridade espiritual não por serem diferentes dos demais, mas com base na graça, na eleição e na ressurreição. É preciso que haja muitas trevas e cegueira para que alguém se torne orgulhoso! No que diz respeito, embora possamos depositar nossas varas por toda uma vida, elas não brotarão. Hoje, a dificuldade é que poucos reconhecem que não são diferentes dos outros.


... continua..

OS ELEITOS POR DEUS E AS ELEIÇÕES HUMANAS

          Excepcionalmente hoje, não haverá o culto matutino para que os irmãos cumpram o seu dever cívico de votar nas eleições de nosso país. Mas mesmo assim podemos aproveitar este pequeno espaço para meditarmos um pouco. Entendo que o cristão deve se fazer presente e votar. Existem correntes extremadas que advogam a idéia que ‘‘não devemos participar pois não somos mais deste mundo’’. Não é o nosso caso. Mas, como cristãos, creio firmemente que só votar não é o suficiente. A discussão política, e até, muita vez, politiqueira, não contribui para a edificação e comunhão da igreja. Pelo contrário, dá-se tanto valor aos valores humanos nesta época, que o amor de uns para com outros é totalmente esquecido. Julgamentos são feitos por um irmão votar neste ou naquele candidato ou partido. Não há liberdade autêntica para se discutir política sem ofender o irmão que deve sempre ser amado. Como membros do corpo de Cristo, devemos nos preparar melhor para participar efetivamente da administração pública com os talentos e caráter que alcançamos em Cristo. E orar muito mais ainda para não cairmos em tentação. 

          Seu pastor e amigo, 
                                                          
                                                         Pr. Marcos.

27/09/2014

SHOCKWAVE – UMA ONDA DE ORAÇÃO QUE VAI IMPACTAR AS NAÇÕES

           

          Atualmente, mais de 100 milhões de cristãos são perseguidos por causa de sua fé em Jesus. Aqueles que seguem a Cristo enfrentam a oposição de seus governos, sociedades e atéparentes em, pelo menos, 60 nações. Isso faz comque os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo. Em média,100 indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus. Por essa razão a igreja livre tem se unido em oração.

O SHOCKWAVE é um movimento mundial, de oração, organizado pelo Underground. Este é o ministério de jovens da Portas Abertas Brasil e está há 10 anos despertando a juventude cristã brasileira para servir a Igreja Perseguida. Ao longo do ano, jovens de diversos países se unem em oração pela Igreja Perseguida, formando uma verdadeira onda de choque que impacta a vida dos cristãos perseguidos. Entendemos que nosso corpo (igreja de Cristo) está ligado a uma multidão. Nós temos irmãos vivendo em todos os lugares do mundo e se desse corpo um membro sofre eu também sofro com ele, mas em Jesus nós somos fortes; vamos nos unir. ‘‘Quando um membro sofre, todos os outros sofrem com ele; quando um membro é honrado, todos os outros se alegram com ele” - 1 Co 12.26. Uma onda de amor e oração está se formando e vai invadir as nações. Este é o Shockwave 2014.

      “A igreja deve ser lembrada de que não é a mestra ou a serva do Estado, mas sim a sua consciência… Ela deve ser a guia e a crítica do Estado, nunca sua ferramenta. Se a igreja não recuperar seu fervor profético, ela se tornará um clube social irrelevante, sem autoridade moral ou espiritual.”

Pr. Martin Luther King, Jr (1963)

Strength To Love

A BASE PARA A DELEGAÇÃO DE AUTORIDADE: RESSURREIÇÃO

Watchamn Nee

           O propósito do incidente em Números 17 é o de resolver a rebelião do povo de Israel. No capítulo precedente rebelião do povo de Israel. No capítulo precedente testemunhamos uma rebelião que sobrepujou todas as outras;   no capítulo seguinte, vemos como Deus acabou com essa rebelião, ao libertar seu povo dessa atitude e de sua consequência, a morte.Deus provou a Israel que a autoridade procedia dele e que ele tinha uma base e uma razão para estabelecê-la. A pessoa à qual Deus garante autoridade deve ter essa experiência básica. Caso contrário, não pode ser designada por Deus. Vida ressurreta é base de autoridade  Deus ordenou aos doze líderes das tribos que pegassem doze varas, uma para cada chefe de família, e que as colocassem na tenda do Encontro diante do testemunho. A vara do homem que Deus escolhesse brotaria. A vara é um pedaço de madeira, um galho de árvore, cortado nas duas pontas. Não tem folhas nem raízes. Já teve vida, mas agora está morta. Antes recebia seiva da árvore, portanto tinha capacidade de brotar e dar frutos, mas não passava de madeira morta. Nenhuma das doze varas tinha folhas nem raízes, todas estavam mortas e secas. Mas Deus disse que, se uma brotasse, essa seria a vara daquele que ele escolhera. Isso dá uma ideia de que a resurreição é a base para a eleição como também para a autoridade. No  capítulo 16, o povo  rebela-se  contra  a  autoridade  designada por Deus; no capítulo 17 Deus  confirma a autoridade que escolheu. Deus determinou que a ressurreição era a base para a autoridade, acabando assim com a murmuração do povo. O povo não tinha o direito de pedir explicações a Deus, mas, apesar disso, Deus condescendeu em informar qual era sua base para o estabelecimento de autoridade. A base era a ressurreição, uma coisa contra a qual o povo de Israel não podia argumentar. Naturalmente, Arão e os israelitas descendiam de Adão.
 Todos, em sua vida natural, eram filhos da ira; não havia diferença entre eles. Aquelas doze varas eram todas iguais, todas sem folhas nem raízes, mortas, sem vida. A base do ministério está na recepção da vida ressurreta à parte da vida natural. E isso constitui autoridade. A autoridade depende não da pessoa, mas da ressurreição. Arão não era diferente dos outros, exceto que Deus o escolhera e dera-lhe a vida ressurreta. O brotar da vara seca mantém os homens humildes É Deus quem faz a vara brotar. É Ele quem coloca o poder da vida em uma vara morta e seca. A vara que brota torna humilde seu dono e aquieta as murmurações dos donos das outras. A vara é seca, morta e sem esperanças, como a de Arão, mas, se ela brotar e produzir flores e frutos no dia seguinte devemos chorar diante de Deus dizendo: “Isso é coisa tua. Não tem nada a ver comigo. A glória é do Senhor, não minha!” Naturalmente, devemos humilhar-nos   diante de  Deus, pois isso   verdadeiramente é tesouro em vasos terrenos, uma demonstração de que o poder transcendente pertence a Deus, e não a nós. Só os tolos ficam orgulhosos. Os que são favorecidos se prostram diante de Deus, dizendo: “Isso foi feito por Deus. Não há nada de que o homem possa se gloriar. Tudo vem da misericórdia de Deus, não dos esforços humanos. O que há que não tenha sido recebido, uma vez que tudo é escolha de Deus?”


(... continua)